Primeira consulta com ginecologista: quando e como ela deve acontecer? Ouvir 24 de janeiro de 2025 A primeira consulta com um ginecologista é um momento de transição, no qual a menina passa da infância para o início da adolescência. O contato inicial com essa especialidade médica costuma ser cercado por ansiedade e questionamentos, tanto por parte da mãe quanto da filha. Por isso, é importante que ocorra da forma mais natural possível e que o relacionamento entre médico e paciente vá se estreitando aos poucos. Segundo a ginecologista Cláudia Barbosa Salomão, membro da Comissão Especializada em Ginecologia da Infância e Adolescência da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o ideal é que o primeiro atendimento seja feito por volta dos 10 anos de idade. É nessa fase, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que se inicia a adolescência. Apesar de, normalmente, a primeira menstruação ainda não ter acontecido, as características da puberdade estão começando a surgir, como os brotos mamários e os pelos pubianos. “Nessa idade, a menina tem menos expectativas quanto à consulta e um nível de constrangimento menor do que mais tarde, o que permite um contato mais espontâneo e descontraído e, é claro, a criação de um vínculo mais cedo”, diz Salomão. Leia também Pouca vergonha Sexo e menstruação: ginecologista explica se há riscos Saúde Vai ao clínico geral? Saiba como aproveitar ao máximo a consulta Saúde De febre a tosse: após quantos dias de sintomas devemos ir ao médico? Saúde Quantos dias duram sintomas da dengue? Médico explica fases da doença É indicado que o ginecologista acompanhe desde o início as mudanças físicas e emocionais provocadas pelas alterações hormonais. Assim, é possível preparar a menina para o que está por vir, permitindo que ela se sinta mais segura diante da menstruação, cólicas e todas as mudanças no seu corpo. Mas é importante que a criança nunca vá à consulta ginecológica contra sua vontade. Os responsáveis devem explicar o motivo da consulta e a importância de conhecer esse profissional. A escolha do médico também merece atenção. “De preferência, ele deve ter alguma experiência em lidar com adolescentes, o que faz com que seja capaz de criar um ambiente acolhedor. A menina precisa se sentir protegida e ter confiança na pessoa que vai acompanhá-la daqui para frente”, afirma a ginecologista e obstetra Renata Bonaccorso Lamego, do Hospital Israelita Albert Einstein. “Elas vêm ansiosas para saber como vai ser esse contato e como serão examinadas.” Nas primeiras consultas, a mãe pode entrar para acompanhar a filha. A partir dos 12 anos, ela já pode ficar sozinha, se assim desejar, já que esse é um direito assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Algumas pacientes preferem ficar mais à vontade para conversar com o especialista e tirar suas dúvidas”, conta Salomão, que também é presidente do Departamento de Ginecologia da Infância e da Adolescência da Sociedade Mineira de Pediatria. Como é a primeira consulta? No primeiro encontro com um médico ginecologista, a paciente é examinada para ver se seu desenvolvimento físico está acontecendo normalmente e se ela apresenta alguma alteração anatômica. Ela também pode receber pedidos de exames, como hemograma e dosagem de colesterol. O médico pode investigar ainda como estão suas taxas hormonais e pedir uma ultrassonografia pélvica para analisar ovários e útero. Também é um bom momento para verificar se as vacinas estão em dia, especialmente a imunização contra o HPV (papilomavírus humano). Essa é a principal forma de se proteger contra esse vírus, que pode causar câncer de colo de útero. A vacina está disponível na rede pública para meninas e meninos de 9 a 14 anos, mas pode ser tomada por pessoas mais velhas na rede privada. Dúvidas gerais sobre anatomia, higiene e cuidados íntimos podem ser sanadas pelo médico. “Na primeira consulta, costumamos abordar temas básicos, como a diferença entre secreção vaginal normal e corrimento, e tiramos dúvidas. Assuntos como sexualidade, contracepção e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis também são muito importantes nas conversas entre médico e paciente, mas podem entrar em cena nesse primeiro contato ou mais para frente”, explica Lamego, que também atua como sexóloga. O médico deve guardar sigilo sobre o que foi conversado no consultório, exceto se o caso coloque em risco a saúde e a integridade física da paciente ou de outras pessoas. Exames considerados invasivos, em especial o de toque e o papanicolau, não costumam fazer parte do roteiro desse primeiro encontro. Mas o fato de ser uma consulta um pouco mais básica não faz com que seja menos importante. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Três anos da 1ª vacina contra Covid: reforço é realmente importante? 17 de janeiro de 2024 Há três anos, acompanhávamos vidrados na TV a aplicação da primeira dose de uma vacina contra Covid-19 no Brasil. Aquele momento, em 17 de janeiro de 2021, representava o vislumbre do fim do isolamento social e uma possibilidade de voltarmos à vida “normal”. Denúncias de pessoas furando fila para se… Read More
Notícias Saúde alerta sobre riscos de síndromes respiratórias em abrigos do RS 25 de maio de 2024 Um em cada quatro atendimentos da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Sul, desde o início das enchentes no estado, estão relacionados a doenças respiratórias, de acordo com o Ministério da Saúde. Os dados são do Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE)… Read More
Notícias Atenção médica inclusiva melhora adesão de adultos LGBT+ a exames 7 de outubro de 2025 Estudo realizado com quase mil adultos LGBTQIA+ nos Estados Unidos mostra como a qualidade da relação médico-paciente pode impactar diretamente na saúde preventiva dessa população. Conduzida com pessoas de 50 a 76 anos, a pesquisa revela que experiências neutras ou discriminatórias nos serviços de saúde reduzem a adesão a exames… Read More