Tatuagem pode aumentar risco de câncer do tipo linfoma, mostra estudo Ouvir 27 de maio de 2024 Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Lund, na Suécia, mostra evidências de que pessoas que têm tatuagens correm 21% mais risco de desenvolver câncer do tipo linfoma no futuro, em comparação às não tatuadas. O linfoma é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, a parte do sistema de defesa do organismo contra infecções. Leia também Saúde Risco de linfomas aumenta com a idade. Saiba como prevenir Saúde Saiba sintomas do linfoma não Hodgkin, câncer que afeta Jane Fonda Vida & Estilo Confira 7 dicas infalíveis para manter a tatuagem bonita e saudável Saúde Posso tomar anestesia antes de fazer tatuagem? Médicos comentam Os detalhes da pesquisa foram divulgados em um artigo publicado na edição de junho da revista eClinicalMedicine. Os autores do estudo acreditam que os produtos químicos usados na tinta da tatuagem são interpretados pelo organismo como algo estranho. Assim, o sistema imunológico seria ativado, causando uma inflamação de baixo grau no corpo que pode desencadear o câncer. O estudo foi feito com 11.905 pessoas, selecionadas a partir de registros populacionais. Dessas, 2.938 tinham recebido um diagnóstico de linfoma com idades entre 20 e 60 anos. Cerca de 1,4 mil pessoas com linfoma e outras 4.193 do grupo de controle responderam a um questionário sobre fatores de estilo de vida. Elas informaram se tinham tatuagem ou não e se fumavam, por exemplo. Entre os pacientes com linfoma, 21% (289 pessoas) eram tatuados. No grupo controle, ou seja, sem câncer, 18% (735 pessoas) tinham tatuagens. O sistema de defesa do corpo interpreta a tinta da tatuagem como algo estranho Antes de entrevistar os voluntários, os pesquisadores acreditavam que o tamanho da tatuagem poderia estar relacionado com um maior risco de desenvolvimento do câncer. Contudo, após analisarem as respostas, eles perceberam que a quantidade de pele tatuada era pouco importante. Os autores do artigo lembraram que a maioria das pessoas faz sua primeira tatuagem ainda jovem, o que as deixa expostas à tinta durante grande parte de sua vida. “Só podemos especular que uma tatuagem, independente do tamanho, desencadeia uma inflamação de baixo grau no corpo, que por sua vez pode se tornar um câncer. O quadro é, portanto, mais complexo do que pensávamos inicialmente”, afirma a pesquisadora Christel Nielsen, líder do estudo. A equipe de Nielsen seguirá estudando o tema, agora com foco em descobrir se existe alguma ligação entre tatuagens e outros tipos de câncer. Linfoma Embora possa ocorrer em todas as faixas etárias, o linfoma é mais comum em pessoas com idade acima de 50 anos, de acordo com o Ministério da Saúde. Existem dois tipos de linfomas: de Hodgkin e não Hodgkin. O sintoma mais característico da doença é o aparecimento de caroços e ínguas em locais como a virilha, o pescoço e as axilas. Mas os pacientes também podem apresentar febre à noite, perda súbita de peso, anemia e alterações no exame de sangue. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Gordura no fígado: 5 vegetais que podem ajudar a “limpar” o órgão 17 de novembro de 2025 A esteatose hepática, mais conhecida como gordura no fígado, tem se tornado cada vez mais comum e está diretamente associada ao excesso de peso, alimentação desequilibrada, consumo de álcool e sedentarismo. Quando não tratada, pode avançar para quadros mais graves, como inflamações, cirrose e até câncer. A boa notícia é… Read More
Covid: Brasil registra primeiros casos da nova variante XFG 8 de julho de 2025 Oito casos da nova variante da Covid-19, chamada XFG, já foram identificados no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a cepa foi detectada em seis pacientes no Ceará e dois em São Paulo. Ainda não há registro de mortes associadas à nova linhagem, que já circula em pelo menos 38… Read More
Notícias Homem que tentou esconder “pelo encravado” com barba descobre câncer 26 de novembro de 2024 O inglês Simon Heaton, 50 anos, se preocupa muito com a aparência. Há três anos, ele optou por deixar a barba crescer depois de perceber uma espinha na bochecha que nunca sarava. Recentemente, o técnico de futebol descobriu que o “pelo encravado” era, na verdade, câncer de pele. “Notei uma… Read More