Ultraprocessados podem afetar a memória, sugere estudo de Harvard Ouvir 27 de maio de 2024 As pessoas que consomem alimentos ultraprocessados frequentemente correm maior risco de ter problemas de memória e sofrer acidente vascular cerebral (AVC) do que aquelas que seguem uma dieta saudável. A descoberta é dos pesquisadores do Massachusetts General Hospital, ligado à Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e foi publicada na última quarta-feira (22/5) na revista científica Neurology, da Academia Americana de Neurologia. Leia também Saúde Estudo brasileiro afirma que ultraprocessados afetam a saúde mental Vida & Estilo Dependência em ultraprocessados é tão perigosa quanto a do cigarro Saúde Alimentos ultraprocessados: saiba quais são e seus perigos Saúde Estudo mostra que moradores da periferia comem mais ultraprocessados Os alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, batatas fritas, biscoitos e sorvete, são ricos em aditivos como açúcar, gordura e sal para torná-los mais atrativos ao paladar. Ao mesmo tempo, são pobres em fibras e proteínas. Relação entre memória, AVC e alimentos ultraprocessados Os pesquisadores acompanharam a saúde de 30.239 pessoas com 45 anos ou mais por uma média de 11 anos. Os participantes preencheram um questionário sobre o que comiam e bebiam e, então, foram separados em quatro grupos de acordo com o percentual de consumo de ultraprocessados em sua dieta diária. Do total de participantes, 14.175 foram avaliados quanto ao declínio cognitivo e 20.243 quanto ao acidente vascular cerebral. Nenhum deles tinha histórico desses problemas no início do estudo, mas ao final, 768 pessoas foram diagnosticadas com comprometimento cognitivo e 1.108 tiveram ao menos um AVC. Os pesquisadores descobriram que um aumento de 10% na quantidade de alimentos ultraprocessados na dieta estava associado a um risco 16% maior de comprometimento cognitivo no futuro. Por outro lado, comer mais alimentos não processados ou minimamente processados foi associado a um risco 12% menor de ter o problema. “Nossas descobertas mostram que o grau de processamento dos alimentos desempenha um papel importante na saúde geral do cérebro”, informa a médica W. Taylor Kimberly, principal autora da pesquisa, em comunicado. Doces e refrigerantes são alguns exemplos de alimentos ultraprocessados com muito açúcar Para as pessoas no grupo de acidente vascular cerebral, uma maior ingestão de alimentos ultraprocessados foi associada ao aumento de 8% no risco de AVC. Já para aqueles que colocavam mais alimentos naturais ou minimamente processados no prato foi observada uma diminuição de 9% no risco. As pessoas negras demonstraram maior vulnerabilidade à condição, com um aumento relativo de 15% no risco de AVC. “Descobrimos que o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados estava associado a um maior risco de acidente vascular cerebral e de comprometimento cognitivo, e a associação entre alimentos ultraprocessados e acidente vascular cerebral foi maior entre os participantes negros”, destaca Kimberly. A pesquisadores esclarecem que o estudo não prova que a ingestão de alimentos ultraprocessados cause problemas de memória e pensamento e derrame, mas que existe uma associação. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Médica indica quatro exercícios físicos que melhoram o lipedema 1 de agosto de 2024 O lipedema é uma condição crônica que afeta principalmente mulheres, caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura subcutânea nas pernas e, às vezes, nos braços, causando dor, sensibilidade e inchaço. De acordo com a médica cirurgiã plástica Juliana Tenorio associada da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica (BAPS), a prática de exercícios… Read More
Notícias Shake de proteína pode matar? Entenda caso de jovem do Reino Unido 14 de setembro de 2023 O legista Tom Osborne solicitou que a venda de shakes de proteína passe por mudanças no Reino Unido. Em relatório apresentado nesta terça-feira (12/9) à Food Standards Agency, espécie de Anvisa local, ele defende que os produtos tragam no rótulo um alerta sobre risco de morte para os consumidores. Osborne… Read More
Notícias Cientista morre aos 29 anos de câncer raro no coração 9 de outubro de 2023 A cientista inglesa Kirsty Smitten, de 29 anos, que trabalhava em uma nova geração de antibióticos, morreu na última quarta-feira (4/10), após uma luta de meses contra um câncer no coração. O irmão da jovem, Matt Smitten, fez um texto em homenagem a Kirsty no Facebook. “Ela lutou contra este… Read More