Estudo da USP mostra que liberação miofascial pode melhorar mobilidade em pessoas com dor lombar crônica Ouvir 16 de outubro de 2025 Técnica que aplica pressão em tecido que envolve músculos e órgãos mostrou impacto positivo em pessoas com dor crônica, facilitando movimentos do dia a dia Por Thais Szegö, da Agência Einstein16/10/2025 A dor lombar é um dos problemas de saúde mais comuns do mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 619 milhões de pessoas sofrem com ela atualmente, e esse número pode chegar a 843 milhões até 2050. A condição, muitas vezes crônica, compromete a qualidade de vida e limita atividades simples do dia a dia — o que explica a busca constante da ciência por formas de aliviá-la. + Fitness Brasil Expo: o maior evento de fitness, saúde e bem-estar da América Latina+ Conheça e baixe gratuitamente o Panorama Setorial Fitness Brasil 2024+ Siga a Fitness Brasil no Instagram Uma dessas alternativas é a liberação miofascial, técnica terapêutica que consiste em aplicar pressão controlada sobre a fáscia, um tecido elástico que recobre e conecta músculos, ossos e órgãos. Quando a fáscia está rígida — algo que pode acontecer por má postura, sedentarismo ou esforço repetitivo —, ela prejudica a mobilidade e contribui para a dor. Ao estimular esse tecido, a liberação ajuda a reduzir tensões, aumentar a flexibilidade e facilitar o movimento. Um estudo da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP) corrobora a eficácia dessa abordagem no tratamento da dor lombar crônica. A pesquisa — que embasou a dissertação de mestrado do profissional de Educação Física Dárcio Esteves Ruiz Filho — mostra que uma única sessão com o rolo de liberação miofascial foi capaz de diminuir o esforço muscular necessário em tarefas cotidianas e melhorar a mobilidade e a velocidade de rotação do tronco. “Comecei a aplicar a técnica com o rolo em alunos que relatavam desconforto lombar e sempre observei uma resposta positiva, tanto na dor quanto na sensação de relaxamento”, conta Ruiz Filho. O resultado o levou a aprofundar o tema em sua pesquisa, analisando alterações biomecânicas em pessoas com dor lombar crônica, ou seja, aquela que persiste por mais de três meses e já compromete a capacidade física. O estudo Os experimentos foram conduzidos no Laboratório de Biomecânica da USP, com a participação de 20 voluntários. Eles realizaram uma série de testes focados em força e resistência muscular, além de tarefas funcionais que simulam atividades do dia a dia — como se sentar e levantar de uma cadeira ou pegar um objeto no chão. Em todas as etapas, os pesquisadores monitoraram a atividade dos músculos abdominais e lombares dos participantes. Leia tambémFlexibilidade, postura e bem-estar: saiba os benefícios do alongamento e como incluir na rotina da forma corretaDa TPM à menopausa: 6 dúvidas respondidas sobre como a musculação transforma a saúde da mulher Na fase seguinte, os voluntários participaram de uma sessão experimental de liberação miofascial, deitando-se de barriga para cima sobre um rolo de massagem e realizando, por cerca de dois minutos, movimentos de vai e vem para massagear a região lombar e torácica da coluna. Alguns dias depois, foi aplicada uma intervenção placebo: dessa vez, eles se deitaram de barriga para baixo enquanto o avaliador deslizava o rolo sobre as costas sem exercer pressão, simulando uma espécie de “liberação miofascial falsa” que serviu de comparação com a técnica real. Após cada sessão, os voluntários realizaram tarefas projetadas para avaliar a ativação dos músculos abdominais e lombares e a percepção da dor. Entre elas estavam o teste de resistência muscular, o exercício stiff, a ação de pegar um objeto no chão (com e sem flexão dos joelhos), a flexão de braços e o relaxamento do tronco, o movimento de sentar e levantar e a rotação do tronco na posição sentada. Em ambos os dias de experimento — antes e depois da aplicação do rolo e do placebo —, os participantes também passaram por uma nova coleta de dados e responderam a um questionário de dor, no qual atribuíram nota de 0 a 10 para a intensidade do incômodo. O objetivo era mensurar o impacto da técnica sobre a percepção dolorosa. Embora não tenha produzido um efeito imediato na dor, a liberação miofascial demonstrou agir sobre um importante músculo estabilizador da coluna, o multífido lombar, reduzindo sua ativação durante o ato de se sentar ou levantar. Esse resultado sugere que houve menor esforço do sistema neuromuscular da coluna para executar esse movimento, repetido inúmeras vezes no cotidiano, o que pode contribuir para a melhora do quadro doloroso. A técnica também promoveu um aumento na velocidade de rotação do tronco, indicando redução da rigidez e melhora na coordenação muscular. “Isso acontece porque a pressão mecânica do rolo estimula receptores presentes na fáscia e nos músculos, o que diminui a tensão muscular, aumenta a flexibilidade sem reduzir a força e ajuda a combater a dor muscular tardia decorrente de exercícios intensos, auxiliando na recuperação entre os treinos”, explica Ruiz Filho. Liberação miofascial na prática O método já é usado por diferentes especialistas. “De fato, a liberação miofascial é muito benéfica, pois nossos músculos podem ficar mais rígidos por fatores como treinos intensos, posturas mantidas por tempo prolongado ou estresse, formando alguns pontos de dor”, afirma o fisioterapeuta José Edson França, do Espaço Einstein de Esporte e Reabilitação, do Einstein Hospital Israelita. Leia tambémLagree chega ao Brasil: método de alta intensidade e baixo impacto que promete mais do que crossfit e pilates18 colunistas marcam a nova fase do FitBR News com mais pluralidade e atualização do mercado fitness A liberação miofascial pode ser realizada manualmente ou com uso de acessórios, como rolos, bastões e até bolinhas de tênis. Esses instrumentos também permitem a autoaplicação da técnica, desde que seja feita com a orientação de um profissional capacitado. O método tem diversas aplicações além do alívio de tensões e dores musculares: também pode ser utilizado na recuperação de lesões ortopédicas, como tendinopatias e fasciopatia plantar, e no pós-operatório de cirurgias ortopédicas, auxiliando no processo de reabilitação. “Ao pressionar essas regiões, não estamos soltando a fáscia, o que exigiria uma força enorme, mas, sim, estimulando o sistema nervoso a reduzir a tensão no local”, explica França. Também é bastante empregada no chamado recovery terapêutico — sessões realizadas após a prática de exercícios físicos para acelerar a recuperação muscular, reduzir a dor de início tardio, diminuir a percepção de fadiga e melhorar a sensação de bem-estar, especialmente em atletas. Os movimentos de liberação miofascial podem ser incômodos, mas devem ser toleráveis. “Muitos acreditam que precisa envolver muita pressão, levando o paciente a sentir dor e ficar com hematomas após o tratamento. Mas aplicar pressão demais pode ter mais efeitos deletérios do que positivos, o que faz com que seja essencial a aplicação por um profissional capacitado, garantindo a execução adequada e segura”, recomenda o fisioterapeuta. Fonte: Agência Einstein O post Estudo da USP mostra que liberação miofascial pode melhorar mobilidade em pessoas com dor lombar crônica apareceu primeiro em Fitness Brasil. Fitness
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