Café pode ser aliado do coração e reduzir risco de diabetes tipo 2, afirma recente estudo Ouvir 10 de dezembro de 2024 Cheio de substâncias benéficas, a bebida aparece em nova pesquisa que associa o consumo moderado com a redução do risco de males cardiovasculares e de diabetes tipo 2 Por Regina Célia Pereira, da Agência Einstein A cafeína é conhecida como a culpada pela associação entre o consumo excessivo de café e a maior propensão a problemas como insônia e até mesmo o aumento da pressão arterial. Entretanto, como a bebida não se resume à cafeína e, sim, a uma soma de compostos protetores, a literatura científica coleciona evidências sobre seus benefícios. + Fitness Brasil Expo: faça parte do maior evento de fitness, saúde e bem-estar da América Latina + Conheça e baixe gratuitamente o Panorama Setorial Fitness Brasil 2024 + Siga a Fitness Brasil no Instagram Uma recente revisão, publicada no periódico GeroScience, relaciona a ingestão do café com a redução do risco de males cardiovasculares, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica – distúrbio marcado pelo acúmulo de gordura abdominal, hipertensão, além de taxas elevadas de glicose e de alterações nos níveis de colesterol. Doenças renais também são destaques no artigo. Para estabelecer as associações, os pesquisadores se debruçaram em 284 estudos. “O trabalho traz várias evidências de que o cafezinho faz bem para a saúde, mas, ainda assim, vale frisar que mais pesquisas são necessárias”, avalia o nutrólogo Celso Cukier, do Hospital Israelita Albert Einstein. O especialista chama a atenção para as diferentes versões de grãos e as distinções na forma de preparo e mesmo para a quantidade e maneira como a bebida é ingerida. “Os indícios referem-se ao consumo moderado”, comenta o nutrólogo. Algumas diretrizes médicas sugerem entre três e quatro xícaras diárias para um adulto saudável. Recomenda-se ainda não ultrapassar a marca de 400 mg de cafeína por dia. Em média, uma xícara (150 ml) de café coado contém 100 mg da substância. Já o tipo expresso tende a apresentar 150 mg da substância estimulante em 75 ml, que é a quantidade que se costuma beber por xícara nessa versão. Exageros, especialmente, no período da tarde, podem atrapalhar o sono. Isso porque a cafeína interfere com neurotransmissores – mensageiros químicos responsáveis pela comunicação entre os neurônios – envolvidos com o aumento da disposição e redução da sensação de fadiga. Fórmula protetora Além dessa função estimulante, há indícios de que a cafeína oferece proteção cardiovascular. A substância faz parte da família das xantinas e apresenta ação antioxidante e anti-inflamatória, feitos que ajudam a resguardar o endotélio – tapete celular que recobre os vasos. Mas outros componentes da bebida são mencionados no novo estudo pelos mesmos benefícios. É o caso dos polifenóis, com destaque para o ácido clorogênico, que combate o estresse oxidativo e blinda as artérias. Leia também Pesquisa de Stanford destaca a importância do exercício entre 40 e 60 anos para combater o envelhecimento Nutrição: 5 benefícios do nitrato, presente em vegetais, para potencializar saúde e performance Demais componentes do grupo, como enterodiol e enterolactona, também são citados no trabalho, mas pelo potencial na modulação dos níveis de glicose no sangue. O que ajuda a explicar o elo com a redução do risco de diabetes tipo 2. O café oferta ainda sais minerais, caso do potássio e do magnésio, além da niacina, uma vitamina do complexo B. Esse trio de micronutrientes se mostra aliado da saúde cardiovascular. Formas de consumo Toda essa riqueza costuma se manter nas diferentes maneiras de preparo, mas o tipo expresso – que é obtido a partir de alta pressão por meio de uma máquina específica – tende a concentrar mais dos compostos. Já o coado, em filtro de papel ou coador de pano, tem uma vantagem. É que, nesse tipo de preparação, a filtragem retém moléculas gordurosas presentes nos grãos, caso do cafestol, que podem elevar os níveis de colesterol. A maneira de adoçar pode comprometer as benesses da bebida. Para alguns apreciadores, que conhecem todas as sutilezas de sabor, o certo é tomar o café puro. Para quem não tem o paladar treinado, o açúcar pode ser um parceiro, desde que com moderação. “Pacientes com diabetes devem redobrar a atenção”, ressalta o médico. O ideal é seguir as orientações do profissional de saúde que faz o acompanhamento. Cukier lembra ainda que cada grama de açúcar oferece quatro calorias, daí que extrapolar nas colheradas acaba contribuindo para o ganho de peso. “Os adoçantes artificiais podem ser utilizados, eventualmente, mas sem exagero”, sugere o médico. Fonte: Agência Einstein Fitness
Fitness Grupo Ultra aposta em retrofit e oportunidade de franquias em cidades com até 100 mil habitantes 13 de agosto de 2024 Os projetos estarão em destaque durante a IHRSA Fitness Brasil, de 22 a 24 de agosto, no Transamérica Expo Center, em São Paulo Yara Achôa, Fitness Brasil 13/8/2024 O Grupo Ultra – holding especializada em franquias de academia e estúdios de fitness – chegará à IHRSA Fitness Brasil com oportunidades… Read More
Pular corda faz bem para todo mundo? Veja quem deve ter cuidado 4 de agosto de 2026 Entenda quais grupos precisam ter cautela antes de começar a praticar a atividade física Read More
Low pressure fitness: a técnica avançada para definir o abdômen 18 de setembro de 2024 Não importa qual é o estilo, ou seja, o universo da musculação está em constante evolução para soluções eficazes aos seus adeptos. Além disso, há outra proposta que agrada os amantes das academias, que é o low pressure fitness: a técnica que fortalece o core. Saiba mais sobre o low… Read More