De dengue à oropouche: exame único fecha diagnóstico para 6 vírus Ouvir 1 de agosto de 2024 Diferenciar doenças que têm sintomas muito parecidos é um desafio que sempre demanda exames complementares. No caso das arboviroses, – infecções virais que são transmitidas por mosquitos -, febre, dores de cabeça e no corpo costumam estar presentes no momento inicial, quando o paciente procura o primeiro atendimento. Pesquisadores de uma rede de laboratórios conseguiram criar um exame que, com uma única amostra de sangue, fecha o diagnóstico entre dengue, zika, chikungunya e as febres oropouche, Mayaro e amarela. A novidade adianta o tratamento dos pacientes e chega em um momento providencial, pois a incidência das arboviroses está aumentando por causa das mudanças climáticas. Leia também Brasil Dengue causou prejuízos de R$ 28 bilhões ao Brasil somente este ano Saúde Vacina contra dengue volta para rede privada. Veja quem pode tomar Saúde Febre oropouche: saiba como é transmitida e quais os riscos da doença Saúde Ministério da Saúde confirma duas mortes por febre oropouche na Bahia Qual a importância de diagnosticar? Apesar dos sintomas iniciais parecidos, as seis doenças podem ter evoluções muito diferentes se não forem acompanhadas da maneira correta. Pacientes com dengue, por exemplo, não podem tomar anti-inflamatórios não hormonais e medicações que contenham o ácido acetilacetilsalicílico. Os pacientes com sintomas de doenças virais são orientados a fazer exames laboratoriais para que tenham certeza sobre o diagnóstico e para que haja notificação epidemiológica. Normalmente, porém, os exames laboratoriais não são capazes de diagnosticar várias doenças ao mesmo tempo. Primeiro são feitos testes para aquelas que estão em maior circulação e, caso a resposta seja negativa, são realizados mais testes para encontrar a doença responsável pelos sintomas. Na rede pública, o teste molecular mais usado é capaz de identificar o sorotipo de dengue, zika e chikungunya. No entanto, o acesso é mais restrito e os resultados chegam depois de cinco dias. O novo exame, que fecha o diagnóstico entre seis doenças diferentes fornece resultados entre dois a quatro dias úteis, a depender da região do país em que a coleta é realizada. Como funciona o exame A maioria das pessoas está acostumada a ver exames de teste rápido acontecendo em sua frente. São aqueles, como o do HIV, em que se coloca uma gota de sangue do paciente e se usa um reagente para saber da presença de anticorpos contra um vírus. Razões técnicas, porém, complicam o diagnóstico das arboviroses. Para diferenciá-las, é preciso ir além da presença dos anticorpos, já que eles só começam a circular no organismo dias após o contato com o vírus e, no caso destas doenças, de ciclo curto, dias são extremamente relevantes. “Com apenas uma amostra, o exame consegue detectar quantidades ínfimas de vírus circulando na corrente sanguínea e analisá-la, simultaneamente, para vários vírus. Como esse exame não depende da produção de anticorpos, ele detecta até o volume de vírus que está em circulação no organismo”, explica o infectologista Alexandre Cunha, do Sabin Diagnóstico, que participou do desenvolvimento do exame.. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Estudo propõe teste para detectar Parkinson antes de qualquer sintoma 9 de janeiro de 2024 Identificar o Parkinson antes que ele comece a danificar o funcionamento do cérebro é um dos principais desafios da medicina. Cada vez mais possibilidades de diagnóstico tem aparecido, mas a ciência parece ter dado um maior passo em uma pesquisa revelada nesta segunda-feria (8/1) na revista médica PNAS. O diagnóstico… Read More
Sensibilidade ao glúten afeta uma em cada 10 pessoas no mundo 29 de outubro de 2025 Cerca de uma em cada 10 pessoas no mundo relata sintomas como desconforto abdominal, fadiga e dor de cabeça após consumir alimentos com glúten ou trigo, mesmo sem diagnóstico de doença celíaca ou alergia. É o que aponta uma revisão publicada na revista Gut nessa terça-feira (28/10), que analisou estudos… Read More
Notícias Não é 12 por 8! Saiba valores ideais de pressão arterial após os 70 13 de junho de 2025 A pressão arterial ideal não é mais a conhecida 12 por 8. Para idosos, principalmente os mais frágeis, os limites considerados saudáveis mudaram nos últimos anos. Atualizações das diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC), publicadas em 2024, e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), de 2023, dão o alerta… Read More