Estudo aponta que mortes por doenças crônicas diminuíram no Brasil Ouvir 10 de novembro de 2025 As mortes prematuras causadas por doenças crônicas não transmissíveis, como problemas cardiovasculares, câncer, doenças respiratórias e diabetes, diminuíram no Brasil nas últimas três décadas. É o que mostra um estudo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública, conduzido por instituições como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade de Washington (EUA). Segundo os dados, entre 1990 e 2021, a probabilidade de um brasileiro morrer precocemente, entre 30 e 69 anos, por essas doenças caiu de 23,3% para 15,2%. A melhora está associada ao avanço de políticas públicas de prevenção, ao maior acesso aos serviços de saúde e aos progressos no diagnóstico e tratamento. Mesmo assim, o estudo alerta que o ritmo atual pode não ser suficiente para o país atingir a meta global de reduzir em um terço as mortes prematuras até 2030, conforme previsto nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Desigual entre as regiões e gêneros Embora a redução tenha sido observada em todos os estados e no Distrito Federal, o ritmo de melhora não foi o mesmo em todo o território nacional. As regiões Norte e Nordeste, com menores índices de desenvolvimento social e econômico, apresentaram avanços mais lentos. Já os estados do Sul e Sudeste tiveram quedas mais acentuadas nas taxas de mortalidade prematura. A análise, baseada em dados do Global Burden of Disease 2021 e do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, mostra que as desigualdades regionais continuam sendo um obstáculo importante. Em 2019, as doenças crônicas responderam por 41,8% das mortes prematuras no país. “Estimativas globais apontam que as doenças crônicas não transmissíveis correspondem a 75% das mortes no mundo, sendo 15 milhões consideradas prematuras”, informa a Fiocruz em comunicado. Leia também Saúde Não beber água suficiente aumenta estresse e risco de doenças crônicas Saúde Nutriente comum ajuda a reduzir o risco de doenças crônicas. Veja qual Saúde Depressão aumenta o risco de doenças crônicas, revela estudo Saúde Alimentação especial pode prevenir doenças crônicas. Saiba como O estudo também identificou disparidades de gênero. Em todos os períodos analisados, os homens apresentaram maior risco de morte prematura por doenças crônicas do que as mulheres. Em 2010, por exemplo, a probabilidade era de 22,8% entre os homens e 15,4% entre as mulheres. Essa diferença está relacionada a fatores como tabagismo, consumo de álcool, alimentação inadequada e hipertensão arterial não controlada, mais comuns entre eles. Desafios para os próximos anos A meta 3.4 dos ODS prevê reduzir em um terço a mortalidade prematura por doenças crônicas entre 2015 e 2030. As projeções feitas pelos pesquisadores mostram, porém, que o Brasil pode não alcançar o objetivo se mantiver as tendências atuais. Para acelerar os avanços, a pesquisa reforça a importância de fortalecer a atenção primária, ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento e investir em campanhas de prevenção. Políticas específicas voltadas aos homens e estratégias para reduzir as desigualdades regionais também são apontadas como fundamentais. “Essas doenças representam um desafio contínuo para a saúde pública e exigem ações integradas de promoção da saúde e controle dos fatores de risco”, afirmam os pesquisadores. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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