Homem recebe diagnóstico de demência após sinais sutis. Saiba quais Ouvir 1 de fevereiro de 2025 Um homem foi diagnosticado com demência aos 40 anos no Reino Unido. Leves mudanças na capacidade de trabalho de Peter Alexander foram o pontapé inicial para perceber que a saúde cerebral estava em declínio. “Eu estava começando a ter dificuldades para cumprir prazos no trabalho, o que nunca tinha sido um problema antes, e durante as reuniões, eu não conseguia pensar em uma palavra para falar”, revela o homem, hoje com 56 anos, em entrevista à BBC Northern Ireland. Leia também Saúde Café sem açúcar pode reduzir risco de demência, sugere estudo Claudia Meireles Comer um tipo de carne vermelha eleva o risco de demência, diz Harvard Saúde Beber chá verde todos os dias pode ajudar na prevenção da demência Saúde Demência: estudo aponta expectativa de vida após diagnóstico Ao consultar um neurologista em 2018, Peter foi diagnosticado com demência frontotemporal. Esse tipo da doença é mais comumente ligado a pacientes mais jovens. O que é demência frontotemporal? A doença é conhecida por danificar duas partes do cérebro: os lobos frontal e temporal, áreas que controlam a personalidade e o comportamento, a linguagem e a capacidade de planejar e organizar. Além disso, a demência frontotemporal se desenvolve quando as células nervosas do cérebro são danificadas a partir do acúmulo de vários tipos prejudiciais de proteínas. Principais sintomas Segundo o Manual MSD, as demências frontotemporais são progressivas, mas varia a rapidez com que progridem para a demência geral. Os principais indícios são: Mudanças na personalidade e no comportamento. Problemas com a linguagem. Em alguns casos, músculos da cabeça e pescoço são afetados. Como evitar a demência geral ou reduzir seus impactos Embora não seja possível impedir por completo as alterações motoras associadas à demência ou outras condições neurológicas, é possível adiar ou atenuar seus impactos por meio de algumas medidas, além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Além do acompanhamento médico, o neurologista Maciel Pontes, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), indica uma série de dicas que podem fazer a diferença. Veja a seguir: Exercícios físicos ajudam a combater ou reduzir os efeitos da demência Prática regular de exercícios físicos: ajuda a manter a mobilidade e o equilíbrio. Estímulo ao cérebro: atividades como leitura, jogos de raciocínio e aprender algo novo fortalecem as conexões neurais. Dieta equilibrada: uma alimentação saudável é essencial para a saúde geral e neurológica. Controle de fatores de risco: evitar sedentarismo e o consumo de álcool, controlar hipertensão e diabetes, e monitorar os níveis de vitamina B12. Programas de fisioterapia: exercícios específicos ajudam a preservar a mobilidade e a retardar os impactos das alterações motoras. Demência dá mais “liberdade” para Peter Após o diagnóstico, Peter passou a conviver com algumas intercorrências causadas pela nova condição motora. Entre elas, algo curioso. Ele passou a ter menos filtro e começou a utilizar expressões mais grosseiras, como palavrões. Porém, o homem enxerga essa mudança por um outro prisma. “Para mim, é uma liberdade que eu não desfrutava antes com esse lado da mente. Não fique envergonhado de mim, é apenas quem eu sou”, afirma. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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