Jovem vira bailarina apesar de mal desconhecido que paralisa sua perna Ouvir 28 de agosto de 2023 Em 2013, Sophia Moore acordou e não conseguia mais andar. Então com 13 anos, a jovem bailarina começou a sentir dores intensas no quadril esquerdo e estava paralisada sem que os médicos entendessem o ocorrido. Depois de 10 anos de explicações incompletas e uma dor persistente, porém, Sophia superou o que lhe aconteceu e se tornou uma dançarina profissional. Leia também Saúde “Ele nunca viu o sol”, diz mãe de bebê com paralisia cerebral. Entenda Distrito Federal Família de criança com paralisia faz vaquinha para comprar cadeiras especiais de R$ 6 mil Saúde Esclerose múltipla: tratamento experimental reverte paralisia em ratos Brasil Criança com paralisia se emociona ao receber visita de melhor amiga. Veja Apesar da história de superação, todos os médicos que a atenderam até hoje ficam em dúvida do que de fato lhe acomete. Em entrevista ao The Sun, a bailarina revelou que apesar das nove cirurgias feitas ao longo dos anos, nunca se encontrou a justificativa para as intensas dores. “Um dia antes eu estava andando por um shopping e experimentando roupas com minha mãe. No outro dia, era só dor”, lembra Sophia. Como Sophia já se dedicava ao balé quando apareceram as primeiras dores, a família creditou o fenômeno a alguma lesão que tivesse aparecido repentinamente. Os dias foram passando, porém, e o quadro não melhorava. Jovem bailarina mal desconhecido paralisia 13 anos (3) Ela desde criança já tinha o sonho de ser bailarina Reprodução/Instagram/_sophiamoorex Jovem bailarina mal desconhecido paralisia 13 anos (4)-compressed Apesar das muletas, a jovem não deixou de dançar Reprodução/Instagram/_sophiamoorex Jovem bailarina mal desconhecido paralisia 13 anos (1) Sophia passou por nove cirurgias no quadril, mas nada reparou o mal que a acomete Reprodução/Instagram/_sophiamoorex Jovem bailarina mal desconhecido paralisia 13 anos (6) Sophia hoje em dia é uma estudante de teatro musical Reprodução/Instagram/_sophiamoorex Jovem bailarina mal desconhecido paralisia 13 anos (1)-compressed Em julho, a jovem fez uma trilha de 9h com suas muletas para arrecadar fundos para bailarinas com deficiência Reprodução/Instagram/_sophiamoorex Voltar Progredir 0 Médicos desconfiam de uma hipermobilidade anormal Os primeiros procedimentos identificaram que ela tinha hipermobilidade articular. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), este quadro aparece quando algumas articulações como joelho e ombros ou mesmo o corpo inteiro consegue uma amplitude de movimento inesperada. Por conta disso, pode-se facilitar o aparecimento de lesões. Em geral, o quadro desaparece com o passar dos anos. O caso da bailarina, porém, com dores intensas e mesmo paralisia, porém, não é observado em outras pessoas que têm este diagnóstico e por isso os médicos resistem em identificar esta síndrome como a causa da paralisia e das dores que se seguiram. “Continuo com dores constantes até hoje. Qualquer peso que ponho na perna esquerda me gera dores insuportáveis e tenho de andar de muletas para evitar esse problema”, diz Sophia. Bailarina apesar das dores O caso dela tem sido estudado pela Universidade de Londres para entender se de fato esta é uma evolução até então desconhecida da hipermobilidade. Apesar de todos os entraves, ela segue dançando e aprendeu a integrar as muletas e as suas limitações em suas performances como bailarina. “Aceitei que provavelmente ficarei assim pelo resto da vida, mas o fato é que eu adoro dançar, essa é a minha paixão”, conclui ela. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por sophia moore (@_sophiamoorex) Receba notícias do Metrópoles no seu Telegram e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal: https://t.me/metropolesurgente. Notícias
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