Emagrecimento: entenda se é possível perder peso rápido sem remédio Ouvir 15 de outubro de 2025 A busca por resultados rápidos é comum entre quem deseja emagrecer. Para ajudar no processo, as canetas emagrecedoras lançadas nos últimos anos entregam resultados rápidos — porém, não devem ser utilizadas por pacientes que não tenham recomendação médica e o preço ainda é um impeditivo para grande parte da população. Emagrecer por conta própria é possível, mas o processo precisa respeitar o ritmo do corpo para ser saudável e duradouro. Forçar uma perda acelerada pode causar desequilíbrios hormonais, nutricionais e até emocionais. O organismo possui mecanismos naturais que regulam o metabolismo e a queima de gordura. Quando o emagrecimento acontece de forma equilibrada, esses sistemas trabalham a favor do corpo. Mas, quando a perda de peso é brusca, o efeito costuma ser o contrário — e os ponteiros da balança tendem a subir novamente. Leia também Vida & Estilo Pão que emagrece? Estudo revela o melhor tipo para perder peso Vida & Estilo Chá verde é anti-inflamatório e pode ajudar na perda de peso Saúde Magro demais ou acima do peso? Estudo sugere o que é pior para a saúde Saúde Estudo: tempero popular pode ajudar no controle do peso de diabéticos O emagrecimento saudável é gradual. A perda ideal é de 0,5 a um quilo por semana, permitindo que o corpo se adapte sem reduzir o metabolismo. O déficit calórico deve ser alcançado com uma dieta equilibrada, rica em proteínas, fibras, vegetais e carboidratos de boa qualidade. Exercícios físicos regulares, sono de qualidade e bons hábitos também são essenciais para a perda de peso. O que acontece quando se perde peso rápido demais Quando a redução de peso é muito rápida, o corpo a interpreta como um sinal de escassez. Para se proteger, o metabolismo desacelera e o gasto calórico diminui. Além disso, há uma alteração nos hormônios que controlam fome e saciedade, como a leptina e a grelina, o que aumenta o apetite e favorece o reganho de peso. Outro efeito comum é a perda de massa muscular. Com menos músculos, o corpo queima menos calorias, o que torna mais difícil manter o peso. O resultado é o conhecido “efeito sanfona”, em que os quilos perdidos retornam após o fim de dietas muito restritivas. Fernanda Parra, endocrinologista de São Paulo, explica que existem muitos riscos metabólicos em forçar o organismo a emagrecer em curto prazo, entre eles estão deficiências nutricionais — como ferro, B12 e cálcio — e alterações na função tireoidiana. “A perda de peso rápida demais pode trazer riscos como perda significativa de massa muscular, o que compromete o metabolismo a longo prazo; resistência à insulina, por estresse metabólico crônico; e desregulação do ciclo menstrual nas mulheres, devido à diminuição do estrogênio”, complementa. Dietas restritivas e o risco de desequilíbrio Dietas que cortam grupos alimentares ou reduzem drasticamente as calorias podem até mostrar resultados rápidos, mas raramente são sustentáveis. No início, parte do peso eliminado vem da perda de líquidos e não de gordura corporal. Com o tempo, o corpo começa a sentir os efeitos do déficit nutricional. Cansaço, irritabilidade, queda de cabelo e compulsão alimentar são sinais de que o organismo está em desequilíbrio. Além disso, dietas muito rígidas costumam prejudicar o sono e a vida social, tornando o processo ainda mais difícil de manter. “Isso tudo é um sinal de alerta, porque precisamos entender o que o nosso corpo está precisando para fornecer os nutrientes adequados. A pressa pode até trazer um resultado estético momentâneo, mas o preço é muito mais alto do que a gente imagina”, ensina Yasmim Tainá, nutricionista clínica e esportiva da clínica Evoá, em Brasília. Hormônios e metabolismo A perda de peso saudável depende do equilíbrio hormonal. Insulina, cortisol, leptina e grelina regulam o apetite, a queima de gordura e o nível de energia. Alimentação equilibrada, sono de qualidade e atividade física ajudam a manter esses hormônios em harmonia e favorecem o emagrecimento natural. Exercícios mais intensos são mais eficientes para a perda de gordura, embora 30 minutos de exercício moderado seja o mínimo recomendado para a saúde geral Quando há desequilíbrios, como hipotireoidismo, resistência à insulina ou síndrome dos ovários policísticos, o corpo tende a queimar menos calorias. Por isso, o acompanhamento médico é essencial para identificar e tratar possíveis disfunções que dificultam a perda de peso. Mais importante do que ver o número da balança cair é garantir que a perda seja de gordura, e não de massa magra. Isso mantém o metabolismo ativo e previne o efeito sanfona. Por isso, o segredo não está na pressa, mas na constância: mudar hábitos, respeitar o corpo e buscar orientação profissional são os passos que garantem um emagrecimento real e sustentável. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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